Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Sei

Não sou muito de "reza", mas também não sou tão discrente. Acho que em meio as minhas não crenças creio em coisas que poucos "crentes" realmente crêem... - já aviso desde já que concordo com qualquer um que julgue a frase complexa.

Uma crença que tenho, e essa divulgo aos quatro ventos, é no aprender, no buscar saber, no conhecer, no realmente ser... dá para ver que é algo complexo, difícil de explicar em versos, prosa ou texto..

É uma crença em um eu que eu mesmo não conheço, em um eu único que não plajeia sentimentos, que sabe o sentindo do perdão, que não monta na alma histórias fartas para criar seu próprio mundo, com suas próprias verdades...

Mesmo descrente creio na verdade despida, no bom e velho livre arbítrio - vejam Cidade dos Anjos - mas acho que tem muitas crenças que não tenho que com o passar do tempo, devo começar a ter.... não sei bem quais, deixo a tarefa de elencar quais serão para o tempo... que as coisas aconteçam em seu tempo certo.

Essa poesia é uma dessas que monto no balanço do vento, que guia minha mão e dá sentido à rima... dessa que depois de pronto me mostra uma surpresa... e vocês o que dizem desses versos? que mensagens me trouxeram o vento?


Sei

Sabe? neste momento agora, creio que não há mais o aqui
Na minha ânsia de tudo, me escondi do mundo
Também fugi de tudo
empinei, enfeitei, artificiei
e embriaguei o verso de nomes dispersos
que no aqui, deste instante, me fez de prosa e verso

Sei dos erros que tenho
Alguns fazem parte da estrofe
escrita ali e lembrada aqui

Sei que o perdão é fuga
que meu perdão enruga
pois é seco de tudo

Sei que não há alma pura
que os erros inundam
que minhas vontades se mudam

Sei, que o poema sou eu
que insiste em ser
o ser que não crê

Sei, que nos sonetos dos sonhos que tive
sonham vidas que não ponho mais rumo
findam tempos que não têm mais sentido

Sei, que nos ombros meus
pesam os erros meus e teus

Enfim, o que dizer de mim?
que empilho palavras em poesia
para construir meus castelos de areia

Fabiano Araujo, 04/01/2007.
(primeira poesia de 2007)

5 comentários:

Letícia Lopes disse...

Hoje mais do que nunca, só sei que nada sei...

Lindíssima a poesia :)

Beijos

Bia Poulain disse...

maravilhosas escritas....
mundo iluminado.
( passei de xereta , mas vou voltar sempre,tudo bem? )
Um forte abraço.

Kath Borges disse...

Adorei o poema e a visita no meu blog. No mais vc sabe que pode contar comigo.

Por mais que estejamos errados ou apenas equivocados, são os amigos de verdade que permanessem do nosso lado. Mesmo que não concordem com que iremos fazer ou com o que pensamos, são eles que nos ajudam a segurar qualquer barra. Juntos ou distantes, estando presente fisicamente ou em espirito, são os amigos que nos fazem seguir adiante quando o medo persite, quando a dor é grande ou quando achamos que chegamos ao final da linha.

um beijo para você e vê se toma juízo.

Te gosto pacas...

beijo grande dessa amiga.

Anônimo disse...

Rapaz... eu ia comentar mas pelos comentarios acima me senti inibido. rsrsrsrs!

Enfim, toda forma de transformar um sentimento (dor ou alegria) em expressão é arte. E quem mais que os artistas pra tentar explicar pra gente como o ser humano se sente no seu castelo de areia diario, nao é?
Todos temos alegrias e tristezas... mas uns sabem explicar como é se sentir assim! rsrsrs!

Ó... isso ta ficando desatualizado, trata de escrever um "batatinha quando nasce" aí só pra dizer que escreveu... hihihihih!
Abração com saudades!

Zelson

Letícia Lopes disse...

A vantagem de castelos de areia são que podemos reconstrui-los sempre que quisermos da maneira que quisermos!!
Coloquei um post pro meu namorado, dá uma olhada...