Posso usar a velha desculpa do "tive trabalho demais" ou "estava uma loucura" - não que ambas não sejam verdades!!! Mas... estou de volta, e pouco importa qual "desculpa" eu use...
Agora, falando da poesia... sei que é véspera de Natal (e eu gosto muito dessa data), mas o poema que fiz não é para esse tema ou para este dia... é uma expressão de saudade que fiz na despedida de um bom amigo, um lutador, um conquistador (com todas as glórias do termo)... espero que gostem.

Uma orquestra de cigarras
canta nesse fim de dia
encanta esse fim de tempo
uma orquestra de cigarras
entoa seu canto ao vento
e embala um sonoro descontento
uma orquestra de cigarras
canta no ritmo do vento
deixando em mim uma saudade passada
dos tempos de eu moço,
das histórias que hoje conto,
das pessoas que um dia eu vi
uma orquestra de cigarras
tão exemplos dessa terra
deixam sua marca nesse momento de saudade
saudade dos dias de aulas
saudade da juventude deixada
saudade dos tempos em que a vida era simples
tempos que as amizades eram perenes
em que os sonhos eram conquistas
e que a tristeza tinha cura em um longo abraço apertado
uma orquestra de cigarras
neste momento de adeus
embala esse sono de sempre.
Fabiano Araujo, 21 de dezembro de 2006.
Homenagem póstuma ao amigo, Wagner Guedes.
2 comentários:
Ouso dizer que esta é uma das mais belas poesias que você já escreveu.
Tenho certeza que o Wagner está muito feliz com a homenagem :)
Beijos
Adorei o poema! Simplesmente lindo... facisnante a forma simples de uma partida, um afastamento inevitavél. Comovente a saudade que sentimos de tudo que vimos, sentimos e vivemos. Brilhante a forma com que encaramos a despedida depois de sentida com nossa alma.
Brindemos as circunstâncias que nos fazem aprender como superar.
Beijos
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