Acho engraçado alguns amigos me perguntarem de onde vêm a inspiração para escrever. Engraçado porque a inspiração não está em algo específico ou em alguma coisa. A inspiração está na satisfação ou na insatisfação, no sentimento ou na falta dele, nas verdades e mentiras que ouço e, mesmo, nas que conto.
Me inspiro na vida alheia, no poente, no nascente, no dia, na noite, na fé, na crença, na alegria, na tristeza, na felicidade ou na agonia.
Nossa, mas isso deve ser díficil!! - já ouvi isso - mas, sinceramente, não é assim que percebo... a poesia é algo que está na veia, que corre junto com o sangue, que faz parte do que respiro.
Muitas vezes fico um tempo sem escrever, não que esse turbilhão de versos que passa pela minha cabeça pare, mas porque não paro (e é isso mesmo que acontece) para escreve-los e, infelizmente, poesia não escrita é poesia perdida.
Bem nesse sentido, to alucinado a alguns dias com uma música que não sai da minha cabeça - "Até quando esperar" da Plebe Rude. Acabei encontrando o clipe (de 1985 no YouTube - site show de bola!) e lendo no site da banda a história da música fiquei impressionado como uma inspiração tão cotidiana (leiam a história!) fez nascer uma canção que é um marco de uma geração.
Essa poesia (que não escrevi até essa parte do texto) não é uma homenagem a Plebe ou a música, mas um elenco de motivos para escrever.
Me inspiro na vida alheia, no poente, no nascente, no dia, na noite, na fé, na crença, na alegria, na tristeza, na felicidade ou na agonia.
Nossa, mas isso deve ser díficil!! - já ouvi isso - mas, sinceramente, não é assim que percebo... a poesia é algo que está na veia, que corre junto com o sangue, que faz parte do que respiro.
Muitas vezes fico um tempo sem escrever, não que esse turbilhão de versos que passa pela minha cabeça pare, mas porque não paro (e é isso mesmo que acontece) para escreve-los e, infelizmente, poesia não escrita é poesia perdida.
Bem nesse sentido, to alucinado a alguns dias com uma música que não sai da minha cabeça - "Até quando esperar" da Plebe Rude. Acabei encontrando o clipe (de 1985 no YouTube - site show de bola!) e lendo no site da banda a história da música fiquei impressionado como uma inspiração tão cotidiana (leiam a história!) fez nascer uma canção que é um marco de uma geração.
Essa poesia (que não escrevi até essa parte do texto) não é uma homenagem a Plebe ou a música, mas um elenco de motivos para escrever.
Inspiração
Inspiro
Respiro
Inflamo
Sonho
Ponho
Em versos
Sentidos impressos
E ocultos no peito
Inspiro
Respiro
Exponho
Em estrofes maduras
Diferentes verdes frutos
Exprimo
Imprimo
Demonstro
Explano
Ilustro
Desenho
Elenco
Rumos para a vida
Rumos, que não sigo
Rumos, que não acredito
Rumos, que não são meus
Inspiro
Do mundo
Um norte
Que é ponta de lança
Para, quem sabe um dia,
Me deparar com meu muro
Fabiano Araujo, 11 de outubro de 2006.
9 comentários:
Muito bem, mocinho. Pela primeira vez consigo deixar um comentário aqui. Fofíssimos seus versos. Parabéns. Beijos
Muito bom... seu verso e a historia da musica tbm. beijão e tenha um otimo final de semana, mesmo me encontrando hehehehhe
Adorei a história da música.
Além da letra, que é fantástica, adoro a música justamente por causa do cello (nem gosto né? Apocalyptica que o diga hehehehe)
Já a poesia, mais uma vez show de bola! Mas acho que minha opinião nem conta mais, afinal sou sua fã número 1 e incondicional!
Beijos!
P.S.: E Brasília continua uma ilha...
adorei seu profile rs
Foram-se os melhores tempos da ilha-rock-n-roll de primeira linha de Brasília.
Adorei o texto, beijos!!!!!
Isso aí. o Poeteiro do Cerrado ataca novamente.
Wilson
A poesia é tão rica que a falta de inspiração inspira...
Falta de inspiração
Um copo sobre a escrivaninha...
Mais um gole.
A água, já morna, escorrega, involuntariamente, pela garganta.
O pensamento não triunfa, se esvai.
O olhar cansado, perdido e sonolento
Vê, não mais enxerga.
A noite terminou, já é madrugada,
E nada se fez.
O sono aperta, a cama chama,
Mas resisto, teimo e não a atendo.
O pescoço dói, as costas reclamam,
Mas resisto, teimo e continuo.
Tento, mais uma vez, ordenar o pensamento,
Sem êxito, persisto.
A dúvida acorda:
Eu luto ou descanso?
Luto, mas perco.
A madrugada terminou, o sol já subiu,
E nada se escreveu.
Alexandre Faria
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